Argentina: Recessão em dose dupla está por vir

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Georges Dib
Georges Dib Economist for Latin America, Spain and Portugal

A economia contraiu -0,34% t/t no segundo trimestre, após cair -0,04% no primeiro trimestre. O consumo estagnou após cair por quatro trimestres seguidos, enquanto o investimento cresceu pela primeira vez desde o quarto trimestre de 2017 (+1,5% t/t).

Em comparação com o segundo trimestre de 2018, a economia contraiu -1,8% a/a, o que dá sinais de esgotamento da crise – o ritmo de contração desacelerou em relação à média de -4,9% da recessão. Mas recentes tumultos financeiros, o risco político elevado e o anúncio de um reescalonamento da dívida devem levar a Argentina de volta à recessão no terceiro trimestre, o que pode se prolongar até 2020. Após moderação em julho, a confiança econômica caiu ao seu nível mais baixo jamais registrado pelo nosso indicador proprietário NowRisk (desde 2011) em agosto.

De fato, as empresas devem se preparar para uma contração acentuado das condições financeiras, o que deve se espalhar para a economia real, como em 2018, pelo âmbito monetário (inflação importada e política monetária altamente restritiva prejudicando os gastos do consumidor e os investimentos) e pela confiança das empresas (o que também prejudica os investimentos).