Hong Kong: Um polo comercial impactado pelas tensões comerciais

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Manfred Stamer
Manfred Stamer Senior Economist for Emerging Europe and the Middle East

A economia expandiu em apenas 0,6% no primeiro trimestre e 0,5% no segundo trimestre de 2019, o que demonstra uma desaceleração notável em relação ao crescimento de 3% em 2018. A desaceleração foi ampla. O consumo privado aumentou meros 0,7% no primeiro semestre de 2019 e os investimentos fixos caíram em -9,7%. Além disso, a atividade comercial externa caiu, tendo exportações queda de -4,7% e as importações -5,9%, o que claramente reflete a redução na demanda da China em meio à escalada das tensões comerciais com os EUA. No entanto, algum alívio na economia poderá vir de duas fontes: (i) A transição para a flexibilização monetária nos EUA é positiva para as condições de financiamento de Hong Kong e deve trazer um impulso para o mercado imobiliário. (ii) O estímulo fiscal da China deve se fortalecer nos próximos meses, o que pode sustentar uma recuperação das exportações de Hong Kong. No geral, projetamos um crescimento para o ano inteiro de 0,9% em 2019 e 1,4% em 2020. As atuais tensões sociais que, até o momento, não parecem ter afetado os mercados financeiros, trazem um risco de queda para essas projeções.