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Mercados Emergentes e os fluxos de capital

23 de setembro de 2020

As taxas de juros negativas nas economias avançadas devem fomentar o apetite de risco para os ativos dos mercados emergentes e, enquanto o dólar americano se depreciar, os fluxos de capital para os mercados emergentes devem aumentar.

Contudo, os investidores não selecionaram os mercados que estão sujeitos a eventos de risco político negativo (por exemplo, Hong Kong, Rússia) ou que adotam políticas monetárias insustentáveis (por exemplo, Turquia) ou, de forma mais geral, têm bases macroeconômicas fracas. Estes últimos incluem Argentina, Turquia, Brasil e África do Sul, cujas moedas já se depreciaram substancialmente em 2020.

Projetamos um aumento mais visível na inflação no segundo semestre de 2021, especialmente para economias com moedas mais fracas e para aquelas que adotaram estímulos monetários significativos na esteira da crise da Covid-19. Estas últimas economias incluem a Turquia e várias economias da Europa Central, bem como a Índia e o Chile, todas com taxas de juros reais negativas e, portanto, podendo ser forçadas a endurecer sua política monetária no próximo ano.

Esperamos que 2022 seja um ano complicado para os MEs, já que o vencimento da dívida está chegando ao pico e os investidores antecipam o início da normalização do estímulo monetário do Fed.

Brasil, Tailândia, Índia, Turquia e Indonésia têm atualmente os maiores montantes de dívidas vencendo até o final de 2022.