Mercados Emergentes: Abertura comercial, bênção ou maldição?

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Stéphane Colliac
Stéphane Colliac Senior Economist for France and Africa

Na última vez que os Mercados Emergentes (ME) passaram por uma contração em sua atividade industrial (2016), as economias abertas não sofreram com isso. Dessa vez, porém, elas são as mais afetadas. O PMI industrial agregado para os MEs esteve na iminência da contração em agosto pelo quarto mês consecutivo, a 49,6 pontos. Analisando países específicos, o índice de economias abertas esteve na zona de contração pelo décimo segundo mês seguido (48,8 em agosto). Enquanto isso, o PIB das economias fechadas (com baixa proporção entre exportações e o PBI) nunca teve queda abaixo de 50 no último ano (50,6 em agosto). As atitudes protecionistas advinda da rivalidade entre EUA e China claramente afetaram as economias abertas mais do que as outras. As dificuldades nos setores de automóveis e eletrônicos somaram-se a essa complexidade, afetando também economias abertas envolvidas em cadeias de fornecimento (Europa Oriental na cadeia de valor de carros alemães, Ásia Oriental afetada sobretudo pelos setores de eletrônicos e petroquímicos). Em Hong Kong, o PMI caiu drasticamente para 40,8 em agosto (agora, próximo da baixa vista em 2008), aumentando o risco de uma recessão ampla.