Alemanha: O déjà-vu do segundo semestre de 2018 fomenta o medo da recessão

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Katharina Utermöhl
Katharina Utermöhl Senior Econmist for Europe at Allianz SE

Graças aos ganhos na produção de capital e de bens de consumo, a produção da indústria com ajuste sazonal em maio cresceu em +0,9% em comparação com o mês anterior. Entretanto, esse desenvolvimento encorajador não foi o bastante para compensar o declínio acentuado na produção industrial do mês anterior. Após uma estabilização no primeiro trimestre de 2019, prevemos que a produção industrial irá cair de modo geral no segundo trimestre no mesmo ritmo observado na segunda metade de 2018, o que traz à tona memórias de uma quase-recessão. Embora a produção industrial não esteja em queda livre, deve haver no máximo uma estabilização tímida no resto do ano. As incertezas comerciais persistentes e os níveis de inventário elevados estão prejudicando as perspectivas de recuperação. Até o momento, a demanda doméstica alemã tem se mantido relativamente boa, mas é uma questão de tempo até que a fraqueza da indústria afete também os investimentos e o consumo privado. No geral, prevemos que o PIB crescerá em apenas +0,8% em 2019.