EUA: Nem todo óleo vale ouro

A prestadora de serviços petrolíferos dos EUA, McDermott, pediu falência. Embora as origens das dificuldades da empresa tenham sido os preços baixos do petróleo e a redução do capex, os declínios resultantes nos pedidos foram o tiro de misericórdia, algo que começamos a ver como um padrão no setor. O endividamento líquido mais recente publicado pela empresa foi de 3,9 bilhões de dólares ou 8x o Ebitda prospectivo.

A prestadora de serviços petrolíferos dos EUA, McDermott, pediu falência.  Embora as origens das dificuldades da empresa tenham sido os preços baixos do petróleo e a redução do capex, os declínios resultantes nos pedidos foram o tiro de misericórdia, algo que começamos a ver como um padrão no setor. O endividamento líquido mais recente publicado pela empresa foi de 3,9 bilhões de dólares ou 8x o Ebitda prospectivo.

Finanças estritas e crescimento fraco. O setor energético dos EUA, especialmente o de óleo de xisto, é altamente alavancado, com um endividamento médio próximo de 200% e proporção entre endividamento líquido e Ebitda de 2,8x para nossa cesta de empresas cotadas independentes/xisto. No entanto, isso mascara as proporções mais elevadas que atingem 8x endividamento líquido/Ebitda e o fato de que a maior parte dessas empresas passou por processos recentes de arrecadação de recursos. Avaliamos que a parte menor e mais privatizada do setor apresenta resultados financeiros mais fracos. A maioria das empresas energéticas independentes dos EUA estão queimando seu caixa disponível, o que exige mais arrecadações de recursos. No entanto, a queda no apetite e na paciência dos investidores, além de um pano de fundo menos otimista nos preços de petróleo, secaram a liquidez disponível para o setor. A falta de recursos priva as empresas do crescimento a partir de novos poços, mas não apenas isso: O crescimento baixo nos preços de petróleo significa que não há crescimento para ativos existentes e que a liquidez será erodida. Completando o círculo vicioso, esse não é um padrão propenso a atrair novos recursos.

Figura 1 – Dados financeiros do setor energético e de xisto dos EUA